A escolha entre os tipos de prótese de silicone é o primeiro passo para quem deseja realizar uma mamoplastia de aumento ou mastopexia (cirurgia que levanta as mamas). Essa decisão técnica define a projeção, o formato e a harmonia do seu novo colo, sendo indicada para mulheres que buscam restaurar o volume mamário com extrema segurança.
Aqui na Clínica SER, localizada no Jardim Paulistano em São Paulo, recebemos pacientes de toda a capital, de cidades como Campinas, Ribeirão Preto, Sorocaba e Santos, além de estados vizinhos como Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. Desenvolvi a Cirurgia Plástica Funcional para tratar a saúde de forma sistêmica, unindo excelência estética de nível internacional ao seu bem-estar biológico. Para entender mais sobre a jornada cirúrgica, recomendo ler sobre Quanto custa uma Mastopexia com Prótese em SP? Entenda os valores reais .
Quais são os principais formatos de prótese de silicone?
Na consulta, eu sempre mostro que não é fácil olhar e definir de imediato os tipos de implantes ideais. Uma situação que vejo com frequência são mulheres que chegam querendo o "colo marcado", mas sem entender a diferença entre o formato de prótese de silicone e a projeção de base. Observo que muitas se baseiam em fotos da internet, ignorando sua própria anatomia óssea. Para elas, meu primeiro passo é usar os moldes no consultório, porque a base da prótese precisa se encaixar perfeitamente na largura do tórax.
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Como eu costumo dizer nas consultas: "Quando você quiser ter um colo bem marcado, aquele tipo bundinha de neném, você precisa ter uma prótese que marque esse colo". A prótese vai aumentar, mas o formato é o que dita a curvatura superior. Nós não estamos apenas adicionando mililitros, estamos reconstruindo a arquitetura da sua mama de acordo com o tecido que você já possui. Essa etapa é o coração do planejamento estético e biológico.
Eu sei que a sua maior dúvida é sobre qual formato entrega o aspecto que você idealizou. Abaixo, listo as principais opções que utilizamos na prática clínica diária:
Prótese Redonda: O clássico para colo marcado
A prótese de silicone redonda é a escolha mais comum entre as mulheres que procuram a cirurgia plástica. Ela preenche igualmente todos os polos da mama, entregando aquele colo mais evidente e preenchido.
Se a sua intenção é ter a parte superior bem marcada no decote, esse é o desenho ideal para o seu corpo. O gel de alta coesividade preenche uniformemente o envoltório de silicone, garantindo simetria em toda a sua extensão.
Com esse formato de prótese de silicone, a distribuição do volume mamário fica equilibrada e esteticamente harmoniosa. É importante lembrar que o resultado final sempre dependerá do tamanho escolhido e da sua estrutura corporal original.
Prótese Cônica: Projeção e sustentação
Muitas pacientes me perguntam no consultório: qual a diferença entre a prótese redonda e a cônica? A cônica possui a base mais estreita e concentra todo o volume bem no centro do implante.
Isso garante uma projeção da mama muito focada para a frente, imitando o formato de um cone suave, sem espalhar para os lados. É uma solução biomecânica muito interessante para quem tem um tecido mamário mais frouxo.
Essa opção é frequentemente indicada para pacientes que precisam de bastante sustentação, mas não desejam o alargamento excessivo do tórax lateralmente. O resultado costuma ser elegante, mantendo a naturalidade sem perder a firmeza desejada.
Prótese Anatômica (Gota): Naturalidade em foco
Conhecida no meio médico como prótese de silicone gota, a versão anatômica concentra a maior parte do gel na sua parte inferior. O formato lembra uma "pera", sendo o implante ideal para quem busca uma transição muito suave.
Essa é a escolha perfeita para quem deseja um colo menos marcado e uma silhueta que simule perfeitamente a anatomia natural da mulher sem sutiã. Muitas mulheres preferem esse visual mais discreto e sutil.
"A redonda dá um colo mais marcado, a anatômica dá um colo menor", explico sempre que viro a prótese de lado para mostrar o perfil da paciente no consultório. É a opção de quem prioriza o contorno anatômico puro.
Perfis de projeção: Baixo, Moderado, Alto e Super Alto
Aqui na Clínica, recebi uma paciente de 32 anos do Rio de Janeiro que não compreendia por que a amiga colocou 300ml e obteve um resultado completamente diferente do dela. Para ela, a confusão era enorme, pois a volumetria era exatamente a mesma. Observei que o tórax da paciente era muito mais estreito, o que exigia uma abordagem diferente. Expliquei que o segredo não estava apenas nos mililitros, mas sim no perfil escolhido. Essa mudança de perspectiva tranquiliza as pacientes e desmistifica a busca por um "número mágico" de volume.
O perfil da prótese determina o quanto a sua mama vai se projetar para a frente. É a relação direta entre o raio da base do implante e a sua altura máxima. Ignorar essa variável é o principal motivo pelo qual algumas cirurgias resultam em mamas espalhadas lateralmente. Por isso, a nossa avaliação milimétrica do tórax é indispensável para evitar o chamado "efeito prato", onde a prótese fica larga e sem sustentação anterior.
A diferença entre base e projeção
A base é o diâmetro da prótese que encosta diretamente no seu tórax. A projeção é a altura que o implante atinge a partir dessa base. Quem tem dúvidas sobre qual perfil de silicone deixa o colo mais marcado precisa entender essa matemática anatômica simples. Perfis mais altos têm a base menor e a altura maior, projetando a glândula para a frente sem alargar o seu tronco lateralmente.
Quando escolher o Perfil Super Alto ou Alto?
Se você tem o tórax estreito, a escolha recai quase sempre no perfil alto ou super alto. Como a base do implante precisa caber na sua largura óssea, o volume precisa obrigatoriamente se projetar para a frente. O medo de o resultado ficar artificial (prótese muito marcada) geralmente acontece quando um perfil super alto é colocado em um tórax largo que não precisa dessa compensação extrema.
Tipos de revestimento e superfície: Texturizada vs. Poliuretano
Recebi uma paciente de Santos que havia sofrido de contratura capsular (o endurecimento da cápsula cicatricial ao redor do implante) no passado, após operar em outro serviço. A mama estava assimétrica e endurecida. Para ela, o primeiro passo não foi estético: solicitei exames de imagem e planejei a remoção completa da cápsula antiga. Decidi utilizar o implante de poliuretano, porque a fixação robusta desse material previne a recidiva da contratura em organismos já sensibilizados.
A superfície do implante dita como o seu corpo vai cicatrizar ao redor dele. Antigamente, usavam-se próteses lisas, que apresentavam altas taxas de rejeição e deslocamento. Hoje, a tecnologia avançou para superfícies que interagem positivamente com o seu tecido interno. A escolha entre silicone poliuretano vs texturizado envolve analisar o seu histórico de cirurgias, a presença de flacidez na pele e a necessidade de aderência máxima na musculatura ou glândula.
Próteses de Poliuretano e a redução da contratura capsular
O implante de poliuretano possui um revestimento espumoso altamente aderente. Ele funciona como um "velcro", fixando-se firmemente aos tecidos e evitando a rotação da prótese de silicone. Essa adesão cria uma resposta inflamatória microscópica muito organizada, diminuindo drasticamente os índices de contratura capsular. É a minha indicação prioritária para mastopexias estruturadas ou reoperações complexas.
Próteses Texturizadas: Aderência e segurança
A superfície microtexturizada é a tecnologia mais utilizada mundialmente no primeiro implante mamário. Ela garante uma boa aderência aliada a uma movimentação natural, sendo extremamente segura contra o desgaste ao longo dos anos. Na Cirurgia Plástica Funcional, avaliamos o seu tônus de pele para definir se a textura regular é suficiente para sustentar o volume desejado a longo prazo.
Planos de colocação: Onde o implante é posicionado?
Uma situação que vejo com frequência é a paciente chegar apavorada por ter lido que colocar a prótese atrás do músculo dói demais ou que atrás da glândula a prótese cai rapidamente. Recebi recentemente uma triatleta de São José dos Campos com percentual de gordura baixíssimo e muito medo de que as bordas da prótese ficassem visíveis sob a pele. Para ela, observei que o plano glandular seria desastroso. Optei pelo plano submuscular para garantir que a cobertura espessa do músculo peitoral camuflasse o implante, mantendo a naturalidade exigida por uma esportista de alto rendimento.
A cobertura de tecido que você tem disponível (sua pele e sua gordura natural) é o fator que dita a escolha do plano ideal. Não existe uma técnica universal que sirva para todas as mulheres. O posicionamento do implante interfere diretamente na sua recuperação, no formato natural da queda da mama e até mesmo em como o seu corpo vai sustentar esse peso ao longo da década. Nós levamos em consideração a sua rotina, suas gestações planejadas e a sua genética.
Plano subglandular (atrás da glândula)
No plano subglandular, a prótese de silicone fica posicionada logo abaixo do seu tecido mamário e acima do músculo peitoral. É amplamente indicado para quem já tem uma boa espessura de pele e volume glandular natural para cobrir o implante. O pós-operatório é mais ameno, e essa técnica não interfere de forma alguma na sua capacidade de amamentação futura.
Plano submuscular ou submamário?
A decisão pelo plano submuscular ou submamário (fascial) varia conforme o seu tônus muscular e a espessura da sua pele. Colocar atrás do músculo peitoral ajuda a camuflar muito bem o implante em pacientes excessivamente magras. E para tirar uma dúvida muito comum: não, a prótese submuscular não atrapalha exames de mamografia, pois o silicone fica completamente isolado da glândula mamária.
Dual Plane: O melhor dos dois mundos?
O Dual Plane (plano duplo) é uma técnica sofisticada que cobre a metade superior da prótese com o músculo e deixa a metade inferior coberta apenas pela glândula. Esse arranjo híbrido oferece uma naturalidade superior no polo superior e excelente estabilidade na ptose mamária (a queda natural das mamas ao longo do tempo).
Qual é a melhor opção para mim?
Quando atendo pacientes que chegam de todo o Brasil, a pergunta que mais ouço no consultório é: afinal, quais são as melhores próteses de silicone? Para essas pacientes, a ansiedade de escolher a marca ou o modelo perfeito ofusca o principal: a anatomia individual. Observei que padronizar indicações gera resultados artificiais. Minha abordagem é sentar com a paciente, realizar medições precisas do tórax e alinhar a expectativa estética com a realidade biomecânica do tecido dela.
Muitas mulheres também carregam medos clínicos. Uma pergunta muito comum no PAA do Google é: Quem tem cisto na mama ou doenças autoimunes, como Hashimoto ou Esclerose Múltipla, pode colocar silicone? A resposta é sim, com cuidados. Cistos mamários benignos não são contraindicação cirúrgica. No caso de doenças autoimunes, exigimos que a condição esteja estritamente controlada e com liberação formal do seu médico assistente. O preparo imunológico é fundamental para a segurança sistêmica.
Para facilitar a sua visualização, preparei esta tabela comparativa com os cenários mais frequentes que resolvemos aqui na clínica:
| Perfil da Paciente | Formato Ideal | Superfície Recomendada |
|---|---|---|
| Busca colo bem marcado e possui tórax estreito | Redonda (Perfil Super Alto) | Texturizada |
| Possui flacidez severa e fará Mastopexia associada | Redonda ou Cônica | Poliuretano |
| Busca transição suave e resultado quase imperceptível | Anatômica (Gota) | Texturizada |
| Reoperando após histórico de contratura capsular | Definido estritamente pelo biotipo | Poliuretano |
Mitos e Verdades sobre a durabilidade das próteses
Tive um caso recente de uma paciente do Paraná que viajou até São Paulo desesperada porque sua prótese havia completado exatos dez anos. Ela sentia um medo irreal de que o implante "vencesse" e rompesse no dia seguinte. Observei que ela estava assintomática e com exames de imagem normais. Expliquei que a cirurgia de troca não era uma emergência baseada no calendário, o que trouxe um alívio imediato para ela e mudou o foco para a manutenção preventiva adequada.
A desinformação sobre a durabilidade dos implantes gera muita angústia. Hoje, os materiais evoluíram absurdamente. O gel altamente coesivo atual não vaza pelo corpo em caso de ruptura, ele se mantém agrupado. Cirurgiões plásticos certificados pela SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) trabalham com implantes rigorosamente testados pelas agências reguladoras, garantindo um nível de segurança que a geração passada de implantes não possuía.
A regra dos 10 anos ainda vale? Quanto tempo dura o silicone?
Essa é a dúvida clássica que respondo diariamente. Atualmente, em pleno ano de 2026, as próteses de alta coesividade não possuem mais prazo de validade definido pelo fabricante. A antiga regra de trocar o implante compulsoriamente a cada 10 anos caiu por terra. A troca só deve ocorrer se houver algum problema clínico diagnosticado, e muitas marcas premium já oferecem garantia vitalícia contra ruptura.
Sinais de que está na hora de trocar o silicone
O desgaste natural e espontâneo do material é bastante raro. Os sinais de que você precisa procurar o cirurgião envolvem dores contínuas, endurecimento súbito da mama, ou alterações visíveis de formato. O acompanhamento anual com ultrassom ou ressonância magnética das mamas é a melhor forma de atestar a integridade do seu implante.
A escolha correta do implante transforma vidas, mas deve ser muito bem pensada. Como costumo falar com minhas pacientes mais empolgadas: "será que a mama que você deseja é realmente a que cabe no seu estilo de vida? Mama grande não é social, você não tem disfarce para ela". Avaliamos não apenas o seu tórax, mas o seu estilo de vida e conforto futuro antes de fazermos a primeira incisão.
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Perguntas Frequentes
Evidência científica
Referências Científicas
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1.
Comparing International Revision Incidence of Commonly Used Breast Implants Vrolijk JJ, et al. JAMA Surg. 2025 PubMed: 39969861 ↗
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2.
Transumbilical Silicone Implant Breast Augmentation Huang WC, et al. Plast Reconstr Surg. 2024 PubMed: 37506358 ↗
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3.
Different types of implants for reconstructive breast surgery Rocco N, et al. Cochrane Database Syst Rev. 2016 PubMed: 27182693 ↗
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Sobre o Especialista
Dra. Cintia Rios
CRM-SP: 84535 | RQE: 21286