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Peeling químico: como ele ajuda na renovação da pele?

Dr. Carlos Camilo
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Dr. Carlos Camilo

CRM-SP 86838 | RQE 46330 6 min de leitura
Peeling químico: como ele ajuda na renovação da pele?
As diversas agressões do nosso dia a dia podem deixar a pele irregular e com manchas e cicatrizes que comprometem não só a estética, mas também a autoestima. O peeling químico é uma das formas de resolver esse problema e tornar a pele mais jovem e suave. Ademais, ele também ameniza os efeitos da acne, do envelhecimento e da exposição excessiva ao sol. Os peelings químicos são, principalmente, utilizados na face. Entretanto, também podem ser usados para suavizar a pele do pescoço e das mãos, proporcionando uma aparência mais jovem. Quer saber mais sobre esse procedimento estético? Continue lendo o nosso post!

O que é o peeling químico?

De maneira bem simples, o peeling químico atua removendo as camadas da pele, permitindo a regeneração celular e a reconstrução do tecido. Para isso, são usadas substâncias químicas que podem atuar apenas superficialmente ou atingir estratos mais profundos da pele. Diversas soluções químicas podem ser aplicadas, atuando em diferentes profundidades para resolver problemas que tem causas distintas. A combinação dos agentes ativos é feita para atender as necessidades individuais do paciente e deve ser cuidadosamente ajustada pelo médico responsável.

Quais são as camadas da pele?

Para entender como os diferentes tipos de peeling funcionam, é preciso falar brevemente sobre a estrutura da pele. As duas camadas principais da pele são a epiderme (mais externa) e a derme (mais profunda). A epiderme é subdividida em 5 camadas muito finas. Já a derme, apresenta 2 subcamadas mais espessas e é responsável por sustentar a epiderme. Os efeitos do peeling químico vão desde a esfoliação superficial até a remoção completa da epiderme, atingindo a camada inferior da derme.

Quais são os tipos de peeling químico?

Diversos fatores influenciam o nível de agressividade do peeling. A concentração e pH do agente químico utilizado, o modo de aplicação e o tempo de contato com a pele, por exemplo, são determinantes para alcançar a descamação desejada. Vamos conhecer agora os diferentes tipos de peeling químico!

Peeling superficial

Como o nome diz, este peeling remove apenas a camada mais externa da pele, com o uso de uma esfoliação branda. O médico aplica uma combinação de ácidos leves, como o glicólico, o lático, o salicílico e o maleico, deixando a pele em contato com os agentes químicos por cerca de 10 minutos. Este tipo de peeling suaviza manchas superficiais e devolve o brilho para peles com aparência áspera e cansada. Ele pode ser realizado mensalmente e alguns efeitos indesejados, como vermelhidão, ardor e irritação, tendem a diminuir com a repetição do tratamento.

Peeling médio

Este tipo de peeling atinge tanto a epiderme quanto a camada superficial da derme. Por isso, ele consegue tratar cicatrizes de acne e rugas mais profundas. Nesse procedimento, são utilizados ácidos mais fortes, como o tricloroacético. Apenas poucos minutos em contato com o agente ativo são suficientes para garantir bons resultados. Após a realização do peeling, a pele fica vermelha ou até mesmo amarronzada. Apenas após algumas semanas é possível avaliar os efeitos do tratamento. A repetição do procedimento não deve ocorrer em intervalos inferiores a 6 meses.

Peeling profundo

Este tipo de peeling é o mais agressivo. Ele pode realizado sob sedação ou com uso de anestésicos locais para diminuir o desconforto. O principal componente ativo do peeling profundo é o fenol, substância que penetra na pele e atinge a camada reticular inferior da derme. Ele é a escolha mais indicada para tratar rugas profundas, cicatrizes, melasmas e outras lesões epidérmicas. Para realização do peeling profundo, são necessárias algumas semanas de pré-tratamento para preparar a pele e acelerar a cicatrização.

Para quem o peeling químico é indicado?

O peeling químico é indicado para peles com as seguintes alterações:
  • rugas em torno da boca e pés de galinha;
  • flacidez ao redor dos olhos;
  • cicatrizes antigas e recentes de acne;
  • manchas escuras na pele;
  • danos causados pela exposição solar.
As peles claras são as que mais se beneficiam com o peeling químico. No entanto, peles morenas ou danificadas pelo sol também podem se submeter ao tratamento. É preciso considerar, entretanto, que o peeling promove o clareamento da pele e pode ocasionar o aparecimento de uma linha bem definida entre a pele tratada e a natural.

Quem não deve se submeter ao peeling químico?

Pessoas negras não devem passar pelo peeling químico, em virtude da mudança no tom de pele alcançada. O tratamento também é contraindicado para grávidas (sobretudo pelo risco maior de hiperpigmentação), lactantes, diabéticos e pessoas com lesões na pele ou que tendem a formar queloides. A avaliação médica prévia é essencial para esclarecer dúvidas e verificar o grau de expectativa do paciente que, se inalcançável, pode comprometer a realização do procedimento. Na primeira consulta, é discutido se o paciente é um bom candidato para se submeter ao peeling químico, além de ser elaborado um plano para as semanas que antecedem o procedimento.

Algum tratamento deve ser seguido antes do peeling químico?

Normalmente, o médico recomenda alguns dias ou semanas de tratamento pré-peeling. Nesse período, o paciente usa cremes tópicos que têm como finalidade inibir a pigmentação. Além disso, eles deixam a pele mais uniforme para a penetração dos agentes químicos que serão utilizados durante o peeling propriamente dito.

O peeling químico oferece riscos ao paciente?

O peeling químico é um procedimento muito seguro quando realizado por um cirurgião plástico qualificado em uma clínica de referência. Os efeitos colaterais indesejados são raros e incluem infecções e cicatrizes. Além disso, pode ocorrer hiperpigmentação pós-inflamatória da pele.

Quais são os cuidados após o peeling químico?

Para minimizar o risco de efeitos colaterais, o paciente que se submeteu a peelings químicos deve tomar alguns cuidados para garantir a melhor recuperação:
  • evitar exposição ao sol e usar protetor solar diariamente e em qualquer situação (afinal, mesmo lâmpadas produzem radiação);
  • fazer compressas frias e evitar o contato com água quente;
  • jamais puxar a pele descamando ou arranhar a região tratada, sob risco de desenvolver cicatrizes;
  • utilizar apenas os cremes prescritos pelo médico, evitando, sobretudo, os esfoliantes.
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Dr. Carlos Camilo

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Especialista em rejuvenescimento facial profundo e referência nacional em Transplante Capilar FUE.

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