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Cicatriz de mastopexia: confira quais são os tipos e como manter os cuidados no pós-operatório

Dra. Cintia Rios
Autor da Publicação

Dra. Cintia Rios

CRM-SP 84535 | RQE 21286 9 min de leitura
Cicatriz de mastopexia: confira quais são os tipos e como manter os cuidados no pós-operatório

Ter uma cicatriz de mastopexia é uma preocupação comum entre pacientes que planejam essa cirurgia de elevação dos seios. 

De fato, esse tipo de procedimento devolve a aparência jovial ao busto, mas o cuidado com as cicatrizes é essencial para um resultado estético satisfatório. 

Existem diferentes tipos de cicatrizes resultantes da mastopexia, cada uma com suas particularidades. 

Dra. Cintia Rios
Especialista Responsável

Dra. Cintia Rios

CRM-SP 84535 | RQE 21286

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Neste conteúdo, vamos explorar os vários tipos e oferecer dicas valiosas para manter os cuidados no pós-operatório, tudo para conseguir a melhor recuperação e a aparência mais discreta das marcas cirúrgicas. 

Confira os detalhes!

O que é uma mastopexia?

Mastopexia é a cirurgia plástica realizada para elevar e corrigir a flacidez das mamas. O médico-cirurgião remodela o tecido mamário, e a posição da aréola e do mamilo é ajustada para uma aparência mais jovial e esteticamente agradável. 

Mastopexia com prótese

Nessa modalidade de mastopexia, a inserção de próteses de silicone ajuda a dar ou, ainda, a devolver o volume perdido ao longo dos anos ou após eventos como a amamentação e grande perda de peso. 

As cicatrizes podem variar segundo a técnica utilizada e o tamanho da prótese escolhida.

Mastopexia sem prótese

Agora, quando a paciente já possui volume mamário suficiente para si mesma, mas deseja reverter a queda das mamas, é possível realizar a mastopexia sem implante de próteses. 

Nesse caso, as incisões são planejadas conforme o excesso de pele que precisa ser retirado, além da necessidade de reposicionar a aréola e o mamilo.

Tipos de cicatriz de mastopexia

Ao considerar a cirurgia para corrigir a flacidez das mamas, um dos aspectos que mais preocupam as pacientes são as cicatrizes. 

Diante disso, entender os diferentes tipos de cicatrizes que podem surgir é essencial para estabelecer expectativas reais e preparar-se para o processo de recuperação. 

Antes, vale destacar que a técnica de incisão escolhida depende de vários fatores, incluindo o grau de ptose mamária, o tanto de pele a ser removida e os resultados desejados. 

Cada tipo de cicatriz tem suas implicações estéticas e de cuidados no pós-operatório.

Cicatriz periareolar

A cicatriz periareolar é a mais simples dentre as técnicas, pois consiste em uma incisão que circunda a aréola. 

Trata-se de tipo preferencialmente usado quando há uma necessidade menor de remodelação da mama, possibilitando uma correção efetiva com uma cicatriz bem disfarçada na transição da pele da aréola para a pele da mama.

Cicatriz em 'I'

Já a cicatriz em 'I' estende-se da circunferência da aréola até a borda inferior, formando uma linha vertical. 

Além de permitir a elevação da aréola, essa técnica possibilita a remoção de pele abaixo dela, o que é indicado para lidar com uma flacidez moderada da mama e, consequentemente, proporcionar um formato mais natural.

Cicatriz de mastopexia em 'T' invertido

Para casos em que a flacidez é mais acentuada e uma maior remoção de pele se faz necessária, a cicatriz em 'T' invertido é a escolha mais comum. 

Ela é caracterizada por uma incisão ao redor da aréola, uma linha vertical até a base da mama, e outra horizontal, escondida no sulco mamário. Esse método oferece uma correção mais abrangente e um remodelamento significativo do seio.

Cicatriz em 'L'

Menos requisitada, mas ainda relevante, a cicatriz em 'L' é uma variação do 'T' invertido, em que a componente horizontal da cicatriz é mais curta. 

Indicada para casos selecionados de flacidez e excesso de pele, esse padrão de cicatriz permite um bom remodelamento com um ligeiro decréscimo na extensão da marca horizontal.

Observação: cada técnica deixa uma marca única e a escolha entre elas deve ser uma decisão tomada em conjunto com o cirurgião plástico, considerando as expectativas e as características de cada paciente.

Como fica a cicatriz da mastopexia (com o passar do tempo)?

Ao longo do processo de recuperação, a cicatriz de mastopexia sofre alterações em sua aparência, influenciadas tanto pela técnica cirúrgica adotada quanto por uma série de fatores individuais. 

Desde o tom avermelhado e textura mais elevada, nos primeiros meses, até a diminuição de sua visibilidade com o passar do tempo, cada fase da cicatrização requer atenção e cuidados específicos para otimizar a estética final da cicatriz.

Entenda mais sobre essa alteração da cicatriz ao longo do tempo:

Cicatriz de mastopexia após um mês

Durante o primeiro mês após a cirurgia, o corpo da paciente trabalha intensamente no processo de cicatrização. 

Nessa etapa, é comum que a cicatriz apresente uma vermelhidão mais acentuada devido ao aumento do fluxo de sangue na área, que é uma parte natural do processo de cura. 

Inchaço e sensibilidade local também podem ser notados, sendo essenciais os cuidados conforme indicados pelo médico especialista a fim de facilitar uma recuperação eficiente e reduzir o risco de complicações.

Cicatriz de mastopexia após três meses

Já, após três meses, pacientes geralmente observam mudanças significativas na aparência das cicatrizes. 

A vermelhidão inicial começa a dar lugar para tons mais claros e naturais à medida que o tecido cicatricial amadurece. A textura da cicatriz, que no início pode ser mais elevada ou irregular, tende a suavizar. 

Lembrando que seguir à risca o plano de cuidado pós-operatório é muito importante para otimizar esse processo de melhoria gradativa.

Cicatriz de mastopexia após seis meses

Chegando ao marco de seis meses, a cicatriz geralmente se torna mais pálida e começa a ficar mais plana, ou seja, mais integrada com a pele circundante.

A evolução da cicatrização até esse período representa um avanço significativo no sentido da cicatriz ficar mais sutil. 

Cicatriz de mastopexia em um ano

Por fim, no período de um ano, a cicatriz geralmente alcança o estágio de maturidade, em que alterações adicionais são mínimas. 

Nesse ponto, a cicatriz se estabiliza com um tom similar ao da pele, tornando-se mais uniforme e menos visível. É um momento em que muitas pacientes ganham uma nova confiança e conforto com o resultado de seus seios e das cicatrizes da mastopexia.

Quais fatores influenciam no resultado da cicatriz da cirurgia para flacidez das mamas?

O caminho para uma cicatrização bem-sucedida e discreta, após a mastopexia, não é o mesmo para todas as pacientes. Vários fatores podem afetar a qualidade e a aparência final da cicatriz. 

A genética desempenha um papel crucial, determinando a tendência da pele a cicatrizar de forma mais ou menos visível. A idade da paciente também é importante, pois a pele mais jovem geralmente tem uma maior capacidade de recuperação. 

Além disso, a qualidade da pele, incluindo sua elasticidade e tonalidade, influencia a capacidade de se adaptar às mudanças pós-cirúrgicas e curar de maneira eficiente.

No mais, precisamos lembrar que seguir à risca todos os cuidados após a cirurgia também influencia na boa cicatrização. 

Como tratar a cicatriz? Principais cuidados

O cuidado pós-operatório inclui repouso, limpeza correta e proteção da cicatriz, para prevenir infecções e outras complicações. 

Outro ponto é que a paciente não deve se expor ao sol, pois os raios UV podem escurecer a cicatriz. Além disso, não se deve fumar, porque isso pode retardar o processo de cura e piorar a aparência da cicatriz. 

Em alguns casos, também é necessário seguir instruções mais específicas do cirurgião, como usar fitas de silicone e passar por tratamentos a laser.

No mais, as pacientes devem comparecer a todos os acompanhamentos pós-operatórios. 

Queloide na cicatriz: o que fazer?

O queloide é uma preocupação comum, caracterizada por uma cicatriz grossa e elevada que pode surgir após a cirurgia. 

Nesses casos, é fundamental procurar o médico, que pode prescrever tratamentos como injeções de corticosteroides ou terapia a laser, que ajudam a reduzir a espessura e a inflamação da cicatriz. 

As opções de tratamento variam e devem ser discutidas e implementadas conforme a orientação do cirurgião plástico responsável.

Quanto tempo para sumir a cicatriz da cirurgia das mamas?

Embora a cicatriz de mastopexia não desapareça completamente, sua aparência, conforme vimos, costuma melhorar significativamente ao longo do primeiro ano pós-operatório. 

Lembrando que a melhoria da aparência da cicatriz é gradual e varia de pessoa para pessoa, sendo influenciado pelos fatores mencionados anteriormente. 

Fora isso, a evolução da cicatriz deve ser acompanhada por um profissional para garantir que o resultado seja o mais satisfatório possível.

Conclusão

A cicatrização após uma mastopexia é um processo que exige paciência, cuidado e uma comunicação clara entre a paciente e o cirurgião plástico. 

Ao conhecer os tipos de cicatriz e os cuidados necessários, bem como entender os fatores que levam à cicatrização, as pacientes podem se preparar melhor para o procedimento e para a jornada de recuperação do procedimento cirúrgico. 

Com um acompanhamento adequado e com a devida atenção aos cuidados específicos, é possível alcançar seios firmes e uma cicatriz de mastopexia que se integra sutilmente com o contorno do corpo.

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Sobre o Especialista

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Criadora da Cirurgia Plástica Funcional, dedicada a integrar a medicina de vanguarda ao bem-estar sistêmico.

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