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Confira quais são as normas de segurança do paciente nas cirurgias

Dr. Carlos Camilo
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Dr. Carlos Camilo

CRM-SP 86838 | RQE 46330 6 min de leitura
Confira quais são as normas de segurança do paciente nas cirurgias
Como toda cirurgia, os procedimentos estéticos invasivos também trazem riscos aos pacientes. Para minimizar as chances de contratempos e complicações, há uma série de normas que garantem tanto a segurança do paciente quanto sua satisfação com o resultado final. Se você está considerando realizar uma cirurgia plástica, não deixe de conferir essa lista com 10 normas de segurança que preparamos. Dessa forma, suas chances de obter os resultados que deseja de forma segura são enormes. Acompanhe e boa leitura!

1. A segurança do paciente deve estar nas mãos de um cirurgião plástico

A legislação brasileira permite que médicos de qualquer especialidade com conhecimento técnico realizem uma cirurgia plástica. Entretanto, o cirurgião plástico é o profissional mais qualificado para realizar esse tipo de procedimento, uma vez que ele passou por um intenso treinamento para obter o título de especialista e membro da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica). O especialista em cirurgia plástica é um médico que se habilitou em, no mínimo, 11 anos: seis anos na faculdade de medicina, dois anos na residência em cirurgia geral e três anos na residência em cirurgia plástica. Além disso, a SBCP exige que o título de especialista em cirurgia plástica seja revalidado pelo profissional a cada cinco anos.

2. O hospital onde o procedimento será realizado deve estar preparado para eventuais complicações

Não é porque o procedimento parece simples que ele pode ser realizado em clínicas com instalações precárias. A cirurgia plástica deve ser conduzida sempre em hospitais seguros, equipados com UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e que tenham uma equipe de profissionais de plantão o tempo todo.

3. Pacientes com obesidade mórbida só devem ser operados em casos especiais

Muitos pacientes obesos buscam a cirurgia bariátrica ou procedimentos estéticos para tentar se livrar do excesso de peso. Entretanto, os riscos de complicações cirúrgicas e anestésica são maiores em pacientes com índice de massa corporal (IMC) superior a 35 kg/m2. Durante a anestesia, pacientes obesos estão mais propensos à obstrução das vias aéreas e a picos de hipertensão que podem ocasionar uma parada cardíaca. Além disso, o risco de complicações pós-cirúrgicas, como pneumonia e trombose, também é maior entre esses indivíduos.

4. O médico deve realizar uma avaliação pré-operatória detalhada

Uma cirurgia plástica não pode ser definida em uma consulta de 15 minutos. O estado clínico do paciente deve ser analisado através de anamnese (entrevista), exame físico e, se necessário, exames complementares. A avaliação complementar deve levar em conta fatores como idade do paciente, hábitos como o tabagismo e o consumo de álcool, além de doenças preexistentes. Idealmente, o anestesista também deve avaliar o paciente antes da cirurgia. Na consulta, ele deve informar ao paciente a técnica anestésica que será utilizada, bem como orientá-lo sobre o preparo adequado para a cirurgia. Com isso, a relação médico-paciente é criada, diminuindo a ansiedade e aumentando a confiança do paciente.

5. Não se deve lipoaspirar mais do que 7% do peso corporal do paciente

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a lipoaspiração não é uma cirurgia que visa o emagrecimento, mas sim o remodelamento da silhueta. Logo, ela é uma cirurgia indicada para eliminar gorduras localizadas em pacientes que estejam, no máximo, 30% acima do peso ideal.

6. Não se devem combinar muitos procedimentos em uma única cirurgia

O médico precisa avaliar o que é mais seguro para o paciente: ser submetido a uma cirurgia longa (uma anestesia, uma internação, um pós-operatório) ou duas cirurgias mais curtas? De qualquer forma, não é recomendado que três procedimentos diferentes sejam combinados em uma mesma cirurgia. Um dos fatores limitantes da realização de múltiplos procedimentos é o tempo cirúrgico, que não deve exceder 5 ou 6 horas. Por essa razão, muitos cirurgiões optam por realizar no máximo dois procedimentos médios (mamoplastia e lipoaspiração do abdômen, por exemplo) de uma só vez.

7. Os pacientes devem ser avaliados com exame de imagem antes da lipoaspiração

O excesso de gordura na parede abdominal dificulta a identificação de hérnias (deslocamentos de alças do intestino) ou outros defeitos que são normalmente detectados através do exame físico. Por isso, o médico deve solicitar um ultrassom do abdômen para prevenir complicações que possam ocorrer durante a lipoaspiração.

8. Manobras para evitar trombose de membros inferiores e embolia pulmonar devem ser realizadas

Antes, durante e depois da cirurgia, há diversos cuidados que a equipe médica deve adotar a fim de prevenir a formação de trombos (coágulos) e suas complicações. Por exemplo, após a anamnese, o médico pode recomendar ao paciente que pare de fumar, interrompa o uso de alguns medicamentos e use meias elásticas. Durante a cirurgia, a equipe médica deve estar atenta à temperatura da sala de operação, já que a hipotermia aumenta o risco de o paciente desenvolver uma trombose venosa profunda. Ao final da cirurgia, massagens nas pernas devem ser realizadas imediatamente e o paciente deve ser estimulado a caminhar assim que possível.

9. A posição do paciente anestesiado deve ser trocada com cautela

Durante a lipoaspiração, é possível que o paciente tenha que ser mudado de posição para que o médico consiga lipoaspirar as diferentes partes do corpo. Essa mudança de decúbito deve ser feita com cuidado e gentileza, mesmo que o paciente esteja sedado.

10. O Termo de Consentimento Informado só deve ser assinado se o paciente tiver recebido todos os esclarecimentos acerca da cirurgia

Antes da realização do procedimento cirúrgico, o paciente deve ser informado de todos os danos à saúde que a cirurgia pode causar. Os efeitos indesejados, porém passíveis de acontecer, também devem ser claramente nomeados. Somente após ter todas as dúvidas a respeito da cirurgia esclarecidas o paciente deve assinar o Termo de Consentimento Informado. Esse documento demonstra a concordância com a realização do procedimento e a divisão da responsabilidade pela escolha do tratamento com o médico. Uma vez conhecendo e exigindo a aplicação dessas normas, você estará mais seguro física e emocionalmente para realizar uma cirurgia plástica. Se você quer continuar bem informado sobre o mundo da estética e da saúde, não deixe de assinar a nossa newsletter.

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Especialista em rejuvenescimento facial profundo e referência nacional em Transplante Capilar FUE.

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