1. A segurança do paciente deve estar nas mãos de um cirurgião plástico
A legislação brasileira permite que médicos de qualquer especialidade com conhecimento técnico realizem uma cirurgia plástica. Entretanto, o cirurgião plástico é o profissional mais qualificado para realizar esse tipo de procedimento, uma vez que ele passou por um intenso treinamento para obter o título de especialista e membro da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica). O especialista em cirurgia plástica é um médico que se habilitou em, no mínimo, 11 anos: seis anos na faculdade de medicina, dois anos na residência em cirurgia geral e três anos na residência em cirurgia plástica. Além disso, a SBCP exige que o título de especialista em cirurgia plástica seja revalidado pelo profissional a cada cinco anos.2. O hospital onde o procedimento será realizado deve estar preparado para eventuais complicações
Não é porque o procedimento parece simples que ele pode ser realizado em clínicas com instalações precárias. A cirurgia plástica deve ser conduzida sempre em hospitais seguros, equipados com UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e que tenham uma equipe de profissionais de plantão o tempo todo.3. Pacientes com obesidade mórbida só devem ser operados em casos especiais
Muitos pacientes obesos buscam a cirurgia bariátrica ou procedimentos estéticos para tentar se livrar do excesso de peso. Entretanto, os riscos de complicações cirúrgicas e anestésica são maiores em pacientes com índice de massa corporal (IMC) superior a 35 kg/m2. Durante a anestesia, pacientes obesos estão mais propensos à obstrução das vias aéreas e a picos de hipertensão que podem ocasionar uma parada cardíaca. Além disso, o risco de complicações pós-cirúrgicas, como pneumonia e trombose, também é maior entre esses indivíduos.4. O médico deve realizar uma avaliação pré-operatória detalhada
Uma cirurgia plástica não pode ser definida em uma consulta de 15 minutos. O estado clínico do paciente deve ser analisado através de anamnese (entrevista), exame físico e, se necessário, exames complementares. A avaliação complementar deve levar em conta fatores como idade do paciente, hábitos como o tabagismo e o consumo de álcool, além de doenças preexistentes. Idealmente, o anestesista também deve avaliar o paciente antes da cirurgia. Na consulta, ele deve informar ao paciente a técnica anestésica que será utilizada, bem como orientá-lo sobre o preparo adequado para a cirurgia. Com isso, a relação médico-paciente é criada, diminuindo a ansiedade e aumentando a confiança do paciente.5. Não se deve lipoaspirar mais do que 7% do peso corporal do paciente
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a lipoaspiração não é uma cirurgia que visa o emagrecimento, mas sim o remodelamento da silhueta. Logo, ela é uma cirurgia indicada para eliminar gorduras localizadas em pacientes que estejam, no máximo, 30% acima do peso ideal.6. Não se devem combinar muitos procedimentos em uma única cirurgia
O médico precisa avaliar o que é mais seguro para o paciente: ser submetido a uma cirurgia longa (uma anestesia, uma internação, um pós-operatório) ou duas cirurgias mais curtas? De qualquer forma, não é recomendado que três procedimentos diferentes sejam combinados em uma mesma cirurgia. Um dos fatores limitantes da realização de múltiplos procedimentos é o tempo cirúrgico, que não deve exceder 5 ou 6 horas. Por essa razão, muitos cirurgiões optam por realizar no máximo dois procedimentos médios (mamoplastia e lipoaspiração do abdômen, por exemplo) de uma só vez.7. Os pacientes devem ser avaliados com exame de imagem antes da lipoaspiração
O excesso de gordura na parede abdominal dificulta a identificação de hérnias (deslocamentos de alças do intestino) ou outros defeitos que são normalmente detectados através do exame físico. Por isso, o médico deve solicitar um ultrassom do abdômen para prevenir complicações que possam ocorrer durante a lipoaspiração.8. Manobras para evitar trombose de membros inferiores e embolia pulmonar devem ser realizadas
Antes, durante e depois da cirurgia, há diversos cuidados que a equipe médica deve adotar a fim de prevenir a formação de trombos (coágulos) e suas complicações. Por exemplo, após a anamnese, o médico pode recomendar ao paciente que pare de fumar, interrompa o uso de alguns medicamentos e use meias elásticas. Durante a cirurgia, a equipe médica deve estar atenta à temperatura da sala de operação, já que a hipotermia aumenta o risco de o paciente desenvolver uma trombose venosa profunda. Ao final da cirurgia, massagens nas pernas devem ser realizadas imediatamente e o paciente deve ser estimulado a caminhar assim que possível.9. A posição do paciente anestesiado deve ser trocada com cautela
Durante a lipoaspiração, é possível que o paciente tenha que ser mudado de posição para que o médico consiga lipoaspirar as diferentes partes do corpo. Essa mudança de decúbito deve ser feita com cuidado e gentileza, mesmo que o paciente esteja sedado.10. O Termo de Consentimento Informado só deve ser assinado se o paciente tiver recebido todos os esclarecimentos acerca da cirurgia
Antes da realização do procedimento cirúrgico, o paciente deve ser informado de todos os danos à saúde que a cirurgia pode causar. Os efeitos indesejados, porém passíveis de acontecer, também devem ser claramente nomeados. Somente após ter todas as dúvidas a respeito da cirurgia esclarecidas o paciente deve assinar o Termo de Consentimento Informado. Esse documento demonstra a concordância com a realização do procedimento e a divisão da responsabilidade pela escolha do tratamento com o médico. Uma vez conhecendo e exigindo a aplicação dessas normas, você estará mais seguro física e emocionalmente para realizar uma cirurgia plástica. Se você quer continuar bem informado sobre o mundo da estética e da saúde, não deixe de assinar a nossa newsletter.em vídeo
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Confira quais são as normas de segurança do paciente nas cirurgias
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Sobre o Especialista
Dr. Carlos Camilo
CRM-SP: 86838 | RQE: 46330