O enxerto glúteo é uma técnica cirúrgica utilizada para aumentar, remodelar e melhorar o contorno dos glúteos utilizando gordura do próprio paciente.
Diferente do implante de prótese de silicone, o procedimento utiliza tecido autólogo, ou seja, a própria gordura corporal é retirada de áreas com excesso e reinjetada estrategicamente na região glútea. Nesse contexto, o enxerto glúteo se consolidou como uma alternativa versátil para pacientes que desejam melhorar o volume e o formato da região, sem recorrer necessariamente a implantes sintéticos.
Ao longo deste conteúdo, você vai entender como a técnica é realizada, quais materiais são utilizados, o que esperar dos resultados, como funciona a recuperação e quais são as principais diferenças entre enxerto e prótese de glúteo.
O que é o enxerto glúteo na prática
O enxerto glúteo é um procedimento que combina duas etapas principais: a retirada de gordura de uma região do corpo e a aplicação dessa gordura nos glúteos, com objetivo de aumento volumétrico e melhora do contorno.
Diferentemente de técnicas exclusivamente redutoras, aqui o foco não é apenas remover gordura, mas utilizá-la como ferramenta de harmonização corporal. A gordura retirada passa por um processo de purificação antes de ser reinjetada, garantindo melhor integração ao tecido e maior taxa de sobrevivência das células adiposas.
É importante destacar que o procedimento exige técnica apurada, conhecimento anatômico profundo e critérios rigorosos de segurança. A aplicação da gordura deve respeitar planos anatômicos seguros, evitando riscos e garantindo um resultado equilibrado.
Nos últimos anos, o interesse por procedimentos que valorizam curvas naturais cresceu de forma significativa. Segundo dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), o enxerto de gordura corporal está entre os procedimentos que mais aumentaram em popularidade globalmente, refletindo a preferência por resultados mais orgânicos e personalizados.
Como é feita a cirurgia de enxerto glúteo
A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia adequada ao volume tratado e às características do paciente. O primeiro passo é a retirada da gordura, geralmente de áreas como abdômen, flancos, costas ou coxas.
Essa etapa envolve técnicas de aspiração cuidadosamente planejadas. Existem diferentes tipos de lipoaspiração, e a escolha depende do perfil do paciente, da quantidade de gordura disponível e da estratégia cirúrgica definida pela médica. A retirada precisa ser feita de forma uniforme, preservando a qualidade do tecido adiposo.
Após a coleta, a gordura é submetida a um processo de preparação que pode incluir decantação ou centrifugação. Esse cuidado é essencial para remover impurezas, excesso de líquido e células danificadas.
Somente depois dessa etapa o material é reinjetado nos glúteos, por meio de microcânulas, em múltiplos túneis e camadas. Essa técnica permite distribuição homogênea e maior integração ao tecido receptor.
O que é utilizado no enxerto glúteo
Um dos principais diferenciais do enxerto glúteo é justamente o fato de utilizar gordura do próprio paciente. Não há implantes, próteses ou materiais sintéticos inseridos na região.
O material biológico utilizado é composto por células adiposas viáveis, que, quando corretamente manipuladas e aplicadas, passam a fazer parte da estrutura do corpo de forma natural. Essa característica reduz riscos de rejeição e contribui para um resultado com toque e aparência mais naturais.
O procedimento também envolve o uso de cânulas específicas para aspiração e reinjeção, além de equipamentos hospitalares adequados para garantir segurança durante todo o processo.
Lipoenxertia: o conceito por trás do enxerto glúteo

O termo técnico utilizado para descrever o processo de retirada e reinjeção da gordura é lipoenxertia. Ele define exatamente a técnica de transferir gordura de uma área para outra com finalidade estética ou reparadora.
No caso do enxerto glúteo, a lipoenxertia tem função modeladora e volumizadora. É importante compreender que nem toda gordura enxertada permanece de forma definitiva. Uma porcentagem é naturalmente absorvida pelo organismo nos primeiros meses.
Por isso, o planejamento cirúrgico considera essa taxa de absorção, podendo incluir leve sobre correção para compensar a perda esperada. A taxa de integração pode variar de acordo com fatores como qualidade da gordura, técnica utilizada e cuidados pós-operatórios.
O que esperar do resultado
O resultado do enxerto glúteo costuma ser progressivo. Nos primeiros dias, há inchaço que pode aumentar temporariamente o volume aparente. Conforme o edema diminui e parte da gordura é absorvida, o contorno se estabiliza.
O grande diferencial do enxerto é a naturalidade. Como o material utilizado é do próprio corpo, o toque, a mobilidade e o comportamento da região tendem a ser mais orgânicos do que no caso de implantes.
Pacientes que desejam aumento moderado e melhora do contorno geralmente são os que mais se beneficiam da técnica.
Para aumentos muito expressivos, pode ser necessário avaliar outras estratégias ou até associação de procedimentos.
Enxerto glúteo ou prótese de silicone: qual a diferença?
Uma dúvida comum é entender a diferença entre enxerto glúteo e prótese de glúteo. Embora ambos tenham como objetivo aumentar o volume, a abordagem é completamente distinta.
No enxerto, utiliza-se gordura própria. Já na prótese, são implantados dispositivos de silicone com formato e volume previamente definidos.
A prótese pode ser indicada quando o paciente não possui gordura suficiente para enxerto ou deseja aumento mais expressivo. Por outro lado, o enxerto proporciona contorno mais natural e ainda melhora áreas doadoras ao remover gordura localizada.
Para quem deseja aprofundar esse comparativo, é interessante buscar conteúdos específicos sobre prótese de glúteo, já que cada técnica possui indicações próprias e critérios distintos de segurança.
Lipoescultura com enxerto no glúteo
Embora o foco aqui seja o enxerto glúteo, é importante mencionar que ele frequentemente faz parte de um planejamento mais amplo, como na lipoescultura com enxerto no glúteo.
Nesse contexto, a retirada da gordura já faz parte de um projeto global de remodelação corporal. Ainda assim, é fundamental não confundir os conceitos. O enxerto glúteo pode ser realizado mesmo quando o foco principal é apenas o aumento dos glúteos, desde que haja gordura disponível.
A individualização do plano cirúrgico é sempre determinante para alcançar equilíbrio entre proporções corporais.
Quem é candidato ao enxerto glúteo
Pacientes ideais são aqueles que possuem gordura localizada suficiente para retirada e desejam melhora no contorno dos glúteos sem implantes artificiais.
É essencial estar com peso relativamente estável, apresentar boas condições de saúde e ter expectativas realistas sobre o volume alcançável. O enxerto não substitui ganho de massa muscular nem corrige flacidez severa isoladamente.
A avaliação médica detalhada é indispensável para definir a viabilidade técnica e alinhar objetivos.
Recuperação e cuidados pós-operatórios
A recuperação envolve cuidados específicos tanto nas áreas doadoras quanto na região enxertada. Nos primeiros dias, é comum haver inchaço, desconforto leve e restrições quanto à posição ao sentar.
O uso de malhas compressivas costuma ser indicado para auxiliar na retração da pele nas áreas onde houve retirada de gordura. Já na região glútea, orientações específicas sobre posicionamento ajudam a preservar o enxerto.
O retorno gradual às atividades físicas deve ser autorizado pela médica, respeitando o tempo de cicatrização e integração do tecido.
Segurança e planejamento individualizado
A segurança no enxerto glúteo está diretamente ligada à técnica empregada e ao conhecimento anatômico da cirurgiã. A aplicação deve ser realizada em planos seguros, evitando regiões de maior risco vascular.
A Dra. Cíntia Rios, na Ser Cirurgia Plástica, realiza planejamento detalhado para cada paciente, considerando proporções corporais, estrutura óssea, qualidade da pele e objetivos individuais.
Mais do que aumentar o volume, o objetivo é criar harmonia corporal, respeitando características únicas de cada pessoa.
Conclusão

O enxerto glúteo é uma técnica moderna, versátil e alinhada à busca por resultados naturais. Ao utilizar gordura do próprio corpo, o procedimento oferece contorno mais orgânico, menor risco de rejeição e possibilidade de remodelação simultânea de outras áreas.
Entender como é feito, quais materiais são utilizados e quais são as diferenças em relação à prótese é essencial para tomar uma decisão consciente e segura.
Se você deseja saber se o enxerto glúteo é indicado para o seu caso, o próximo passo é realizar uma avaliação especializada.
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A decisão informada é sempre o primeiro passo para um resultado satisfatório, seguro e alinhado às suas expectativas.